História viva
Torres possui uma bela história. De posto de pedágio a ponto estratégico contra invasões, a localidade foi crescendo e se tornou um dos cinco primeiros municípios do Rio Grande do Sul. Um pouco dessa história ainda é possível ver no centro da cidade, na antiga Igreja São Domingos, na Casa nº 1 e nos casarios da Júlio de Castilhos. A Igreja São Domingos é a história viva de Torres. Localizada na subida do Morro do Farol, pode ser visitada pelos turistas. A obra começou em 1820 e foi construída por prisioneiros, tendo sido inaugurada em 24 de outubro de 1824. Sua construção é no estilo colonial, barroco simples. Sua única torre foi construída apenas em 1898, por ordem do Padre Giuseppe Lomônaco. Em seu interior existem imagens doadas por Dom Pedro I, de grande valor histórico. Ela é tombada pelo projeto Pró-Memória.
Quase ao lado da Igreja São Domingos está a Casa nº 1, a primeira edificação de Torres. Estima-se que tenha aproximadamente 204 anos. Foi construída pelo fundador e primeiro morador da cidade, o alferes Manoel Ferreira Porto. A casa abrigou Dom Pedro I, por duas vezes: em 5 e 25 de dezembro de 1826, durante a Guerra da Cisplatina. Sendo uma propriedade particular, pode ser admirada somente por fora. Nas proximidades está a rua Júlio de Castilhos, que foi a primeira de Torres e sua origem data de antes da descoberta do Brasil. No começo foi trilha dos índios, talhada nos matos que se estendiam no sopé do morro, ao longo do banhado que rodeava a Lagoa do Violão. É nessa rua que estão as casas representativas da vida inicial da localidade. É um conjunto arquitetônico em estilo colonial açoriano. Os casarios foram construídos no século passado, de pedras extraídas do Morro do Farol, rejuntadas com barro e cal de sambaquis e madeiramento de lei, extraído das matas que então existiam na Praia da Cal e ao redor da Lagoa do Violão.


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